MEMÓRIA DA BOLA



Em 1953, o genial Garrincha  e o técnico Gentil Cardoso
 DANÇA DOS TÉCNICOS

Tite retornando ao Corinthians, Osvaldo de Oliveira assinando com o Palmeiras... dois técnicos com títulos regionais e internacionais..
Por falar em técnicos e suas conquistas, lembramos do lendário Gentil Cardoso 
(1933-1983), um técnico vencedor. Em 1946, ele disse aos dirigentes do Fluminense: "Deem-me Ademir de Menezes e eu vos darei o campeonato". Dito e feito. O Vasco da Gama emprestou o centroavante e o Flu fez a festa naquele ano. Em 1952, Gentil recuperou o Vasco, que tinha de volta os gols de Ademir, e o título voltou à São Januário.
 
Falante e erudito, o negro Gentil Cardoso cunhava frases questionando os valores da sociedade, entre eles o racismo. 
 
No dia da conquista do título carioca pelo Vasco da Gama em 1952, Gentil Cardoso, completando a volta olímpica nos ombros da torcida parou diante da tribuna de honra e soltou: "Meus senhores! Eu estou com as massas, e quem está com as massas não cai do poder! " 
Caiu. No dia seguinte, o Vasco recontratava o técnico Flávio Costa.
 
Em 1953 Gentil Cardoso assumia no Botafogo, e aprovava a contratação imediata de um jovem de 20 anos,  apelido de Garrincha, como mostra a foto.

Equipe do Renner, campeão gaúcho de 1954
 
BALANÇOS & PREVISÕES

Fim do ano chegando, sempre hora de balanços e previsões. Lá pela metade do século passado, de um modo geral no futebol brasileiro  as previsões eram sempre confirmadas pelos balanços, ou vice-versa.
 
Por exemplo, nos campeonatos estaduais, por aqui Corinthians, Palmeiras e São Paulo repartiam os títulos, no Rio a partilha era entre Fluminense, Vasco, Botafogo e Flamengo; em Minas mandavam Cruzeiro e Galo, e no Rio Grande do Sul infalivelmente dava Grêmio ou Internacional, até que....
...Até que em 1954, depois de 25 anos dividindo o título gaúcho, Grêmio e Inter tiveram que ficar de joelhos diante do pequeno Renner, uma espécie de clube-empresa, fundado por funcionários de indústria de roupas..
 
A  foto mostra  uma das escalações do técnico Selviro Rodrigues: em pé, a partir da esquerda,  o goleiro Valdir Joaquim de Morais, hoje com 83 anos, na meia direita,  Breno, futuro artista de cinema, e na meia esquerda o capitão Ênio Andrade.   
 
João F. Tidei de Lima/ Historiador


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MEMÓRIA DA BOLA

Esse time teve lances contra a Ditadura Militar
FUTEBOL & DITADURA

País sem memória é País sem identidade, já dizia o Conselheiro Acácio. Por isso as Comissões dos Direitos Humanos, em todos os níveis, têm razões de sobra para recuperar a documentação produzida no período da Ditadura Militar.

Como lembra a velha guarda, nem o futebol escapou. A foto remete àquele momento: a partir da esquerda o músico Zezito e os personagens envolvidos, o antigo atacante Edu Antunes Coimbra, do América(RJ), Vasco e outros clubes, o bauruense Pedrosinho, autor de livros que focam a Ditadura, mais  o ex-centro avante Reinaldo, do Galo Mineiro e crítico da Ditadura,  o jauense Afonsinho, ex-XV, Botafogo carioca e Santos,  celebrizado pela luta em favor do passe-livre, finalmente Nando Antunes,  irmão do Edu e do maior artilheiro da história do Flamengo, o Zico.Fernando Antunes Coimbra, o Nando, à altura de 1964, ano do Golpe Militar, circulou pelos aspirantes do Fluminense, América, Madureira, até chegar ao Ceará, em 1968
Fora do campo, estudou na Faculdade Nacional de Filosofia, e.como professor aplicou o Plano Paulo Freire,  em programa de Alfabetização. o suficiente para ser fichado pela polícia política carioca. Paulo Freire tinha sido cassado pela Ditadura.  Como futebolista, Nando, ainda no Ceará,  seria  contratado pelo Belenenses de Portugal, mas, logo dispensado, em função da ditadura salazarista naquele país.
Nando Antunes retornou ao Brasil, e imediatamente foi preso e torturado pela nossa Ditadura.
A anistia completa veio em 2010.


Afonsinho liderou  a luta em defesa da categoria

PASSE LIVRE

Afonso Celso Garcia Reis, o Afonsinho, hoje com 67 anos,  foi revelado pelo XV de Jaú, em 1962, e em 1965 comprado pelo Botafogo carioca, onde foi campeão por várias vezes.
Liderou a luta dos jogadores em favor do passe livre, direito que lhe foi reconhecido em 1971, e mais tarde estendido à categoria. Tempos da Ditadura Militar, que tinha em Afonsinho um crítico declarado.
Fora do campo Afonsinho tornou-se médico, e até hoje participa do programa Saúde da Família, na Ilha de Paquetá.

João F. Tidei de Lima/ Historiador

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PARABÉNS, TORCIDA SANGUE RUBRO!


" TÁ NO SANGUE ,TÁ NA SANGUE"
Quando falamos de torcida, temos que reverenciar a mais querida de todas. Eu estou falando da "Torcida Uniformizada Sangue Rubro", que no dia de hoje está completando “28 anos” de existência em prol do grande "Norusca".
Durante todos esses anos de estrada, várias são as lembranças que ficaram registradas na memória do torcedor da Sangue Rubro. Impossivel esquecer as dificuldades, as conquistas e as confraternizações históricas que foram vividas juntas por todos os seus integrantes.
Existem coisas que realmente não temos como buscar explicação, e uma delas é a paixão do torcedor Sangue Rubro pelo Norusca. É uma torcida que respira o Noroeste, vive o Noroeste e quando este time traz alegrias, ela explode e contagia todos ao seu redor.
Ela dá show em todos os aspectos, seja no Alfredão ou nos estádios onde o Noroeste esteja jogando. E os jogadores do Norusca sabem o que eles podem receber caso consigam retribuir o carinho que a torcida tem lhes oferecido.
A Sangue Rubro tem a sua sede localizada na rua Antonio Serigato, na Vila Pacífico, bem pertinho do Alfredão. Lá tem sido o novo point da torcida noroestina. Entre um chopp barato e geladíssimo encontramos torcedores de diferentes épocas, cada um se expressando à sua maneira o amor pelo vermelhinho mais querido mundo. Feliz aniversário, Sangue Rubro! Você nasceu pra viver eternamente.

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LANÇAMENTO DO LIVRO "NOROESTE....104 ANOS DE UM TEIMOSO"..DO JORNALISTA PAULO SÉRGIO SIMONETTI


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MEMÓRIA DA BOLA

BAURU NO CAMINHO




Em 1954, Nelson Faria, Mingão e Amaro, defensores do Norusca

Até se consolidar na sólida liderança do campeonato do 4º Centenário, o Corinthians, escalado por Oswaldo Brandão, teve desafios pelo caminho. Um deles em Bauru, contra o E.C.Noroeste, caçula da Primeirona.

Tempo chuvoso e também chuva de gols no velho Alfredão: Corinthians começa fazendo 1 a 0; o Norusca empata; nova vantagem corintiana, 2 a 1; novo empate ainda no 1º tempo, 2 a 2. 

No começo do  2º tempo o Corinthians fez 3 a 2, o jogo perto do fim, aos 46, último lance, Norusca 3 a 3,  com estes herois: Rossi, Gaspar e Pirani; Nelson Faria, Mingão e Amaro; Lanzoninho, Zeola, Rebolo, Ranulfo e Colombo. Arbitragem do carioca Mario Vianna.  


No Paulistão de 1954, o corintiano Rafael e o goleiro Lindolfo, da Lusa

GOLEIRO VOADOR

O goleiro Lindolfo Mário de Pádua Melo (1930-2012), começou no profissionalismo em fins da década de 1940  defendendo a Ferroviária de Assis. Em 1951  era  titular do São Bento de Marília, um dos líderes da série regional daSegunda Divisão, e em 1954 vestia a camisa nº 1 de um dos melhores times da história da Portuguesa de Desportos. 

Chamava a atenção pelo físico de halterofilista, produto de anos de exercício em barras e levantamento de peso. Nos jogos comparecia com defesas espetaculosas em vôos que os fotógrafos atrás das metas não deixavam de flagrar.

Como esse que aparece na foto, Pacaembu superlotado,  Lindolfo no ar, o meia Rafael cabeceando e decretando a vitória do Corinthians - 1 a 0 - no Paulistão do ano do 4º Centenário de São Paulo. Título de campeão à vista. e a consagração do meia Rafael Chiarella (1935-1980) como a grande revelação.

João F. Tidei de Lima/ Historiador


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NOROESTE ESTÁ FORA DA DISPUTA DOS JOGOS ABERTOS



 De virada e com muitos erros na defesa, o Sub-20 do Noroeste foi desclassificado no jogo de ontem contra o time de São José dos Campos, pelo placar de 3 a 1.

O Noroeste saiu na frente com um gol marcado aos 3 minutos do primeiro tempo, através do meio campista Luiz Azevedo.
Com esta derrota, o time do Noroeste foi eliminado dos Jogos Abertos que está sendo realizado na cidade de Bauru, e que tem o termino no próximo sábado.

O Noroeste jogou com: Aranha; Bruno Silva, Lucas Matheus (Maycon), Rafael Pontoli e Rafinha (J ô); Café (Igor), Diego Venâncio (Celsinho), Luiz Azevedo e Patrick; Aguiar ( Allyson) e Alex.

A próxima etapa do Noroeste sera a preparação do time que disputará a Copa SP de Futebol Júnior em Janeiro de 2015 .Bauru sediará umas das chaves da competição.


Foto: Malavolta Jr (JC)

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MEMÓRIA DA BOLA

 Os bauruenses Nenê e Toninho foram  campeões no Paulistão de 1970

CAMPEÕES PELO SÃO   PAULO

O bauruense Antonio Ferreira, o Toninho Guerreiro, nos deixou em 1990 aos 48 anos. Revelado pelo E.C.Noroeste foi vendido ao Santos F.C.à altura de 1961/62. Ali colecionou títulos, entre eles os de tricampeão paulista de 1967/68/69. Suficientes para atrair o interesse do São Paulo, em busca de um artilheiro para tentar faturar o Paulistão de 1970. Com os gols do Guerreiro  não deu outra, bicampeão em 1970/71, o que, para o artilheiro, totalizaria o  título de pentacampeão, até hoje inédito no futebol paulista. 
Outro bauruense campeão pelo Tricolor foi o meia Érico de Paula Coelho Filho, o Nenê, que partiu dia destes, aos 70 anos.  Carreira diferente, saiu de Bauru em 1964 e chegou ao Morumbi, sem passar pelo Norusca. Nove anos vestindo a camisa do São Paulo alternando períodos como titular e como um verdadeiro reserva de luxo. Substituiu a estrela do time, o craque Gerson, na vitória, 2 a 1, que decidiu o Paulistão de 1970 contra o Guarani em Campinas. No último jogo, diante de 70 mil pessoas no Morumbi, Toninho Guerreiro e Nenê ajudaram a derrotar o Corinthians logo após terem recebido as faixas, como mostra a foto: em pé, a partir da esquerda, Gilberto, Sérgio, Lima, Édson, Dias, o ex-noroestino Lourival, Forlan e Jurandir; agachados, Miruca, Gérson, Zé Roberto, Toninho Guerreiro, Nenê e Paraná.


Gino Bacci (à dir.) recebendo a delegação do São Paulo em 1958
O ADEUS DO CAPITÃO

Como a cidade sentiu, dias atrás, o mais famoso capitão do antigo Bauru A.C. partiu às vésperas de completar 94 anos.
Uma trajetória que começou em fins da década de 1930 vestindo a camisa do então Luzitana, o BAC a partir de 1946. Zagueiro central, logo se impôs como líder junto aos companheiros, até pendurar as chuteiras em inícios da década de 1950.
Aposentado como jogador, mas ainda circulando pelo mundo da bola. Proprietário do Hotel Avenida, costumava hospedar a delegação do São Paulo F.C., com quem tinha relações de  afetividade. 
Numa das vezes, em novembro de 1958, foi receber jogadores e dirigentes na bela estação ferroviária, considerada na ´época como a mais imponente do interior da América do Sul. Logo após o desembarque posou para a foto ao lado do zagueiro De Sordi(1931-2013) e do locutor da Rádio Record, Geraldo José de Almeida (1919-1976).

João F. Tidei de Lima/ Historiador

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