Memória da bola

BAURU TAMBÉM TEVE A SUA CORÉIA...
foto: Locomotiva, como a da foto, mais dois vagões, formavam a nossa Coréia
Lá pelos inícios dos anos 1950, a mídia escrita, falada e televisada abria grande espaço para a chamada Guerra da Coréia, conflito armado envolvendo as duas Coréias, mais a China e Estados Unidos. Em três anos, cerca 4 milhões de mortos, quase todos coreanos...
Naquele tempo, saudosa Bauru ferroviária, circulava  uma pequena composição ligando a cidade à Vila Dutra, ocupada exclusivamente por ferroviários. Um núcleo inaugurado em 1948, pelo coronel Lima Figueiredo, principal dirigente da E.F.Noroeste do Brasil.
A única forma de ligação com a cidade era a ferrovia. Daí, como informa o ferroviário Vivaldo Pitta, a necessidade de uma composição. Inicialmente puxada por uma Maria Fumaça, com dois vagões.
Quase sempre lotados, e, não raro, espaço para discussões, bate-boca, empurrões... Para os exagerados de sempre, informa o Vivaldo, aquilo parecia uma Coréia, digamos, uma Coreinha...O nome pegou!

POR FALAR EM CORÉIA..

Pelo que informa a mídia, neste fim de novembro, a Coréia do Norte está na órdem do dia. Mas na lembrança dos torcedores da velha guarda, na Copa de 1966, por exemplo, a Coréia do Norte fazia estragos de outra órdem. 
Fez 1 a 0 e despachou a Itália bicampeã (1934/1938). Nas quartas de final, em 22 minutos enfiou 3 a 0 na melhor seleção da história de Portugal. Onde o centro-avante, o moçambicano Euzébio, era também  o melhor jogador da sua história. 
Como se sabe,  Euzébio fez 4 na virada de 5 a 3. E Portugal, que também despachou o Brasil, ficou em terceiro lugar naquela Copa disputada na Inglaterra.
Por João F. Tidei de Lima

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